os temas recorrentes da vida
aquelas mesmas dúvidas encardidas
fantasmas com correntes
ratos no porão
pombos no sótão
fazendo ninhos
reviro o baú que estava embaixo da cama
sopro a poeira dos pergaminhos
passo a limpo os sentimentos embolorados
rasgo sonhos
amasso angústias
aliso papéis em branco, amarelados
empilho em um canto velhos pensamentos
rascunho novos dramas a lápis
nos rebordos puídos da alma
componho poemas épicos
nos cacos do meu coração estilhaçado
vejo o pôr-do-sol
através das frestas na parede do meu ser
apago a luz do meu quarto crescente
e desço escadas rumo ao poente
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