gira girassol
gira mundo
carrossel
gira gira tudo
todo mundo tudo mel
gira girassol
gira mundo
carrossel
gira gira fundo
fim do mundo tudo céu
Aqui a realidade é a ficção: contos, crônicas, críticas, prosa poética, divagações, ensaios e o que vier...
quinta-feira, 22 de março de 2012
Jogo I (palavras)
apenas palavras
palavras apenas
escravas das penas
pequenas pequenas
apenas palavras
palavras apenas
das penas escravas
serenas serenas
apenas palavras
palavras apenas
escravas da penas
que pena! que pena!
palavras apenas
escravas das penas
pequenas pequenas
apenas palavras
palavras apenas
das penas escravas
serenas serenas
apenas palavras
palavras apenas
escravas da penas
que pena! que pena!
Brega também é gente (ou quase)
eu quero ser seu sabonete
ser seu cotonete
seu fio dental mentolado
seu lenço de papel
quero ser a palmilha do seu conga suadinho
seu modess seu o.b.
quero ser seu papel higiênico
seu band-aid
sua pomada beladona
seu polvilho granado
quero ser qualquer coisa
só pra ficar grudado em você
ser seu cotonete
seu fio dental mentolado
seu lenço de papel
quero ser a palmilha do seu conga suadinho
seu modess seu o.b.
quero ser seu papel higiênico
seu band-aid
sua pomada beladona
seu polvilho granado
quero ser qualquer coisa
só pra ficar grudado em você
Ecos do abismo
ontem eu estava sozinho em meu quarto
(mais uma vez)
sentado calado olhando pro nada
a solidão escorria pelas paredes frias
e gotejava surdamente
tédio tédio tédio
meu coração mal pulsava
dentro da segunda gaveta da escrivaninha
uns livros velhos uns pensamentos velhos
velhos sentimentos remoídos
meu corpo tem trinta anos
a alma trezentos três mil
tanto assim que trago meu dinossauro preso a uma corrente
e meus mortos em cima do guarda-roupa
de tanto não fazer nada
meu corpo apodreceu
só restou minha cabeça
pairando sobre o abismo
repetindo minha sabedoria de folhetim
(mais uma vez)
sentado calado olhando pro nada
a solidão escorria pelas paredes frias
e gotejava surdamente
tédio tédio tédio
meu coração mal pulsava
dentro da segunda gaveta da escrivaninha
uns livros velhos uns pensamentos velhos
velhos sentimentos remoídos
meu corpo tem trinta anos
a alma trezentos três mil
tanto assim que trago meu dinossauro preso a uma corrente
e meus mortos em cima do guarda-roupa
de tanto não fazer nada
meu corpo apodreceu
só restou minha cabeça
pairando sobre o abismo
repetindo minha sabedoria de folhetim
terça-feira, 20 de março de 2012
Agnus dei
é carne é sangue
e corre e gira e cai
descendo e descendo
já lá se vai uma asa
despenca despencadamente
o abismo é fundo
é o mundo ó Pai!
e vai e cai e vai e cai
se esvai em lágrimas
e range os dentes
serpentes!
e a outra asa já lá se vai
e corre e gira e cai
descendo descendentemente
é gente!
e o anjo condenado vai
e cai e vai e sai e ai!
que isso é sofrimento ó Pai!
e o mundo é fundo
e o fundo é imundo
e a gente é serpente
é carne é sangue é terra
é ai!
e corre e gira e cai
descendo e descendo
já lá se vai uma asa
despenca despencadamente
o abismo é fundo
é o mundo ó Pai!
e vai e cai e vai e cai
se esvai em lágrimas
e range os dentes
serpentes!
e a outra asa já lá se vai
e corre e gira e cai
descendo descendentemente
é gente!
e o anjo condenado vai
e cai e vai e sai e ai!
que isso é sofrimento ó Pai!
e o mundo é fundo
e o fundo é imundo
e a gente é serpente
é carne é sangue é terra
é ai!
Almoço na casa do crepúsculo
andei até o horizonte
cavalgando lufadas de vento
não tenho tempo
almocei com deus
jantei com o diabo
matei minha sede
com a água da esperança
mas na fonte havia vidro moído
comi verdades
bebi mentiras
cheirei vaidades
fumei ilusões
e o pão que o diabo amassou
eu ajudei a temperar
nada de novo sob o sol
jantei com deus
almocei com o diabo
e o café da manhã
eram pedaços de vida
não tenho tempo
não tenho espaço
nem sofrimento
nem cansaço
a festa acabou
e até os sapos que engoli
foram dormir
... lá se vai o sol
é noite de lua nova
cavalgando lufadas de vento
não tenho tempo
almocei com deus
jantei com o diabo
matei minha sede
com a água da esperança
mas na fonte havia vidro moído
comi verdades
bebi mentiras
cheirei vaidades
fumei ilusões
e o pão que o diabo amassou
eu ajudei a temperar
nada de novo sob o sol
jantei com deus
almocei com o diabo
e o café da manhã
eram pedaços de vida
não tenho tempo
não tenho espaço
nem sofrimento
nem cansaço
a festa acabou
e até os sapos que engoli
foram dormir
... lá se vai o sol
é noite de lua nova
Naturofagia
dá-me de beber
por Deus
dá-me de comer
tuas fartas carnes
teu leite quente
dá-me de viver
natureza
toda tua indecente
beleza
por Deus
dá-me de comer
tuas fartas carnes
teu leite quente
dá-me de viver
natureza
toda tua indecente
beleza
O ilusionista
não sou nada
não tenho nada
não existo
mas finjo e sonho
minto muito
e tento
tento tanto
que acredito
não tenho nada
não existo
mas finjo e sonho
minto muito
e tento
tento tanto
que acredito
segunda-feira, 19 de março de 2012
"Ruminiscências"
os temas recorrentes da vida
aquelas mesmas dúvidas encardidas
fantasmas com correntes
ratos no porão
pombos no sótão
fazendo ninhos
reviro o baú que estava embaixo da cama
sopro a poeira dos pergaminhos
passo a limpo os sentimentos embolorados
rasgo sonhos
amasso angústias
aliso papéis em branco, amarelados
empilho em um canto velhos pensamentos
rascunho novos dramas a lápis
nos rebordos puídos da alma
componho poemas épicos
nos cacos do meu coração estilhaçado
vejo o pôr-do-sol
através das frestas na parede do meu ser
apago a luz do meu quarto crescente
e desço escadas rumo ao poente
aquelas mesmas dúvidas encardidas
fantasmas com correntes
ratos no porão
pombos no sótão
fazendo ninhos
reviro o baú que estava embaixo da cama
sopro a poeira dos pergaminhos
passo a limpo os sentimentos embolorados
rasgo sonhos
amasso angústias
aliso papéis em branco, amarelados
empilho em um canto velhos pensamentos
rascunho novos dramas a lápis
nos rebordos puídos da alma
componho poemas épicos
nos cacos do meu coração estilhaçado
vejo o pôr-do-sol
através das frestas na parede do meu ser
apago a luz do meu quarto crescente
e desço escadas rumo ao poente
Paisagens oníricas
desenrolando e descendo
por espirais ígneas
trespassando arbóreos corpos
com setas insignificantes
transpirando medo e fumaça plúmbea
oh, cataclismo,
cataplasma meu ser
ceroso cercado de esterco!
oh! que será de meus ohs?
adeus à desumana deusa
dedos dactiloscópicos debruçam-se sobre a sacada
santa semana da Pátria!
se fosse sério não seria certo
mas
voltando ao assunto
sinto
não é tanto a mim que me junto
quanta coisa já perdi pensando
passar as férias em Paquetá
por ela eu poria a mão no fogo...
mentira!
tudo isso é um jogo
então, morda a carne que lhe servem
ainda suja de sangue
"Será que o rei aqueu pintava aquarela?"
por espirais ígneas
trespassando arbóreos corpos
com setas insignificantes
transpirando medo e fumaça plúmbea
oh, cataclismo,
cataplasma meu ser
ceroso cercado de esterco!
oh! que será de meus ohs?
adeus à desumana deusa
dedos dactiloscópicos debruçam-se sobre a sacada
santa semana da Pátria!
se fosse sério não seria certo
mas
voltando ao assunto
sinto
não é tanto a mim que me junto
quanta coisa já perdi pensando
passar as férias em Paquetá
por ela eu poria a mão no fogo...
mentira!
tudo isso é um jogo
então, morda a carne que lhe servem
ainda suja de sangue
"Será que o rei aqueu pintava aquarela?"
Crescer
velhas recordações
de passados distantes
baús cheios de poeira e
de sentimentos antigos
cadernos engavetados
passado passado a limpo
versos reestruturados e
ressentimentos sentidos
o tempo que faz meia-volta
a memória que tem recaída
diário de adolescente
essa criança gente grande
com tanta coisa em mente
de passados distantes
baús cheios de poeira e
de sentimentos antigos
cadernos engavetados
passado passado a limpo
versos reestruturados e
ressentimentos sentidos
o tempo que faz meia-volta
a memória que tem recaída
diário de adolescente
essa criança gente grande
com tanta coisa em mente
Jovem poesia
As poesias que vou publicar hoje e nos próximos dias foram escritas entre os dezessete e os vinte anos, mais ou menos. São bem fraquinhas, mas eu não entendia tanto de Português quanto entendo agora. Depois que passei a entender, parei de escrever. Será sintomático?
Eu
filho de um deus
bêbado e louco
poeta marginal
que um dia foi achado morto
as tripas no chão
um livro na mão
no qual se lia
"Faça-se o homem a minha imagem"
quarta-feira, 7 de março de 2012
O nome da coisa
Sabe como é que é, eu estava, meio assim, sem vontade de fazer coisa nenhuma, então resolvi ficar de papo pro ar. Tipo assim, na moral. Aí, carinha me perguntou: Qualé? E eu respondi: Sei não. E ele tascou um: Só. E eu não deixei por menos: Nem. Aí, papo vem, papo vai, ele chegou com essa: Pô, mó onda, aí! Aí, eu desacreditei: Tá me tirando, truta? E ele, todo nervosinho: Se liga! Aí, eu matei a pau: O baguio é lento, mas o barato é loco! Aí, só deu pra ele dizer: Na moral. Então, eu fechei: Só.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Competências desenvolvidas pela redação
1. Apreender o tema posto em discussão. Fugir ao tema é o principal motivo para anular uma redação, por isso, quem quer fazer uma boa redação deve treinar a leitura. Leia tudo o que lhe cair nas mãos. Leia e tente entender textos com complexidade cada vez maior. Mantenha-se informado sobre os principais assuntos do Brasil e do mundo.
2. Posicionar-se criticamente sobre o tema. O que se busca aqui não é apenas a reprodução de um conhecimento adquirido ao longo da vida escolar, embora esse também seja importante, mas a capacidade de elaborar respostas convincentes sobre o que se discute.
3. Produzir um texto respeitando a norma culta da língua. Não há muito o que dizer sobre isso, a não ser que não se deve confundir a norma culta com escrita pedante.
2. Posicionar-se criticamente sobre o tema. O que se busca aqui não é apenas a reprodução de um conhecimento adquirido ao longo da vida escolar, embora esse também seja importante, mas a capacidade de elaborar respostas convincentes sobre o que se discute.
3. Produzir um texto respeitando a norma culta da língua. Não há muito o que dizer sobre isso, a não ser que não se deve confundir a norma culta com escrita pedante.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Arthur C. Clarke
Sir Arthur Charles Clarke, mais conhecido como Arthur C. Clarke (Minehead, 16 de dezembro de 1917 — Colombo, 19 de março de 2008) foi um escritor e inventor britânico, autor de obras de divulgação científica e de ficção científica como o conto The Sentinel, que deu origem ao filme 2001: Uma Odisséia no Espaço e o premiado Encontro com Rama.
Desde pequeno mostrou sua fascinação pela astronomia, a ponto de, utilizando um telescópio caseiro, desenhar um mapa da Lua. Durante a Segunda Guerra Mundial, serviu na Royal Air Force (Força Aérea Real britânica) como especialista em radares, envolvendo-se no desenvolvimento de um sistema de defesa por radar, sendo uma peça importante do êxito na batalha da Inglaterra. Depois, estudou Física e Matemática no King's College de Londres.
Talvez sua contribuição de maior importância seja o conceito de satélite geoestacionário como futura ferramenta para desenvolver as telecomunicações. Ele propôs essa idéia em um artigo científico intitulado "Can Rocket Stations Give Worldwide Radio Coverage?", publicado na revista Wireless World em Outubro de 1945. A órbita geoestacionária também é conhecida, desde então, como órbita Clarke.
Em 1956 mudou a sua residência para Colombo, no Sri Lanka (antigo Ceilão), em parte devido a seu interesse pela fotografia e exploração submarina, onde permaneceu até à sua morte em 2008.
Teve dois de seus romances levados ao cinema, 2001: Uma Odisséia no Espaço(br) / 2001: Odisseia no Espaço(pt) dirigido por Stanley Kubrick (1968) e 2010: O ano em que faremos contato(br) / 2010: O Ano do Contacto(pt) dirigido por Peter Hyams (1984), sendo o primeiro considerado um ícone importante da ficção científica mundial, aclamado por muitos como um dos melhores filmes já feitos em todos os tempos. Especialistas lhe atribuem forte influência sobre a maioria dos filmes do gênero que lhe sucederam.
Também em reconhecimento a Clarke, o asteróide 4923 foi batizado com seu nome, assim como uma espécie de dinossauro Ceratopsiano, o Serendipaceratops arthurclarkei, descoberto em Inverloch, Austrália.
Em 1998 Arthur Clarke foi descrito pelo tablóide inglês Sunday Mirror como um octogenário fortemente atraído por crianças. Na época, Clarke morava no Sri Lanka, país famoso pela complacência diante da exploração sexual de menores, e onde morou até morrer. A denúncia, publicada um dia antes da chegada do príncipe Charles ao país, que foi colônia britânica, jamais ficou provada. Ainda assim, Arthur Clarke, que seria condecorado com o título de cavaleiro do império, perdeu o direito à honraria e passou pelo constrangimento de ser informado de que o príncipe não compareceria a um encontro marcado com ele.[1] A acusação foi investigada e posteriormente desfeita. Durante as investigações a polícia de Colombo solicitou as fitas em que o Mirror baseou sua reportagem, mas elas jamais foram entregues ou exibidas. Segundo o Daily Telegraph [2] o Sunday Mirror publicou um pedido público de desculpas ao escritor em maio de 2000. O direito ao título de cavaleiro da ordem do Império Britânico foi devidamente restabelecido e concedido.
O compositor francês Jean Michel Jarre realizou em 2001, um concerto intitulado 2001: A Rendez-Vous In Space em homenagem a obra 2001: Uma Odisséia no Espaço. Clarke inclusive fez uma participação especial em algumas partes do show.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
O pensamento crítico
Retomando o assunto da relevância da redação, vamos abordar o desenvolvimento do pensamento crítico como a função fundamental desse instrumento de aprendizagem. O principal objetivo do teste de redação é avaliar a capacidade do aluno de comentar a respeito dos temas sociais mais relevantes. Não exigimos, no entanto, que ele dê uma resposta definitiva a problemas complexos que são o tormento de especialistas. O que esperamos é que ele construa uma abordagem pessoal sobre o que é discutido, expandindo, assim, sua competência de pensar o mundo.
No entanto, podemos dividir essa competência em três níveis:
1. O julgamento primário é mais uma reação emocional que propriamente uma análise crítica de um fato, uma simples demostração de agrado ou desagrado sem grandes considerações, muitas vezes se expressa por interjeições.
Ex.: – O que você achou do filme?
– Credo! Uma porcaria!
2. O julgamento estereotipado é uma opinião baseada apenas na experiência pessoal, ou na falta dela, e no senso comum, que é cheio de lugares-comuns, preconceitos e banalidades, vendo o assunto de um único ângulo, sem se preocupar com todas as possíveis implicações dele.
Ex.: – O que você achou do filme?
– Foi divertido! Mas acho que é o que o povo está precisando hoje, né? De comédias, de rir um pouco. A vida está tão difícil.
3. O julgamento crítico é uma visão ampla e aprofundada de um dado problema, sem imediatismos, usando de diversas fontes de informação para formar uma opinião e manifestando-se por meio de uma linguagem elaborada.
Ex.: – O que você achou do filme?
– Apesar de ser uma comédia, ou talvez por isso, ele nos faz pensar nos pequenos incidentes da vida que a tornam tão interessante...
Bem verdade que esse tipo de argumentação é mais aceitável em textos que numa conversa informal entre amigos, mas aqui deve ter servido como exemplo.
Esperamos ter sidos claros quanto a esse tópico. Nós nos veremos em breve.
No entanto, podemos dividir essa competência em três níveis:
1. O julgamento primário é mais uma reação emocional que propriamente uma análise crítica de um fato, uma simples demostração de agrado ou desagrado sem grandes considerações, muitas vezes se expressa por interjeições.
Ex.: – O que você achou do filme?
– Credo! Uma porcaria!
2. O julgamento estereotipado é uma opinião baseada apenas na experiência pessoal, ou na falta dela, e no senso comum, que é cheio de lugares-comuns, preconceitos e banalidades, vendo o assunto de um único ângulo, sem se preocupar com todas as possíveis implicações dele.
Ex.: – O que você achou do filme?
– Foi divertido! Mas acho que é o que o povo está precisando hoje, né? De comédias, de rir um pouco. A vida está tão difícil.
3. O julgamento crítico é uma visão ampla e aprofundada de um dado problema, sem imediatismos, usando de diversas fontes de informação para formar uma opinião e manifestando-se por meio de uma linguagem elaborada.
Ex.: – O que você achou do filme?
– Apesar de ser uma comédia, ou talvez por isso, ele nos faz pensar nos pequenos incidentes da vida que a tornam tão interessante...
Bem verdade que esse tipo de argumentação é mais aceitável em textos que numa conversa informal entre amigos, mas aqui deve ter servido como exemplo.
Esperamos ter sidos claros quanto a esse tópico. Nós nos veremos em breve.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Normas técnicas
Um detalhe de que me esqueci: um bom revisor também precisa conhecer a ABNT, a Associação Brasileira de Normas Técnicas, que elaborou normas para publicações técnicas, para citações, notas de rodapé, referências etc. Você pode adquirir um manual ou acessar o site http://www.abnt.org.br/ para obter certificados, fazer um curos ou saber mais informações a respeito de normatização.
Nem todas as editoras usam esses parâmetro desenvolvidos pela ABNT, mas é sempre bom conhecê-los.
Nem todas as editoras usam esses parâmetro desenvolvidos pela ABNT, mas é sempre bom conhecê-los.
Instrumentos para um revisor
Esta é apenas uma lista de instrumentos imprescidíveis para um revisor, que podem servir também para um escritor iniciante ou qualquer amante da língua portuguesa.
1. Um bom dicionário: o meu é o Houaiss, dicionário eletrônico da língua portuguesa 3.0, mas há outros, como Aurélio ou Michaellis.
2. Dicionário de verbos e regimes, como o de Francisco Fernandes, editora Globo.
3. Dicionário de regência nominal, também do mesmo autor e da mesma editora.
4. Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), que você pode acessar gratuitamente no site:
http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=23.
5. Manual de redação do Estadão, também acessado gratuitamente: http://www.estadao.com.br/manualredacao/.
6. Acessar sites educacionais como: www.brasilescola.com, www.infoescola.com, www.mundoeducacao.com.br, www.mundovestibular.com.br, e tantos outros; sempre é bom você acessar mais de um, pois há certas divergências entre eles quanto a certos assuntos, mantenha-os entre seus favoritos.
7. Acessar sites de conhecimentos gerais como o http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal, sempre são úteis para esclarecer algumas dúvidas que não dizem respeito ao idioma, mas não deixe de usar o bom-senso, pois aqui também há muitas divergências e informações desencontradas e falhas.
8. Um bom dicinário on line multilíngue é este: http://pt.thefreedictionary.com.
9. No mais, lápis, borracha, canetas de várias cores, marcadores de texto de várias cores, clipes, postit, corretor (branquinho), papel de rescunho e, claro, um computador com acesso à internet.
Se esqueci de algo, desculpe-me por isso.
Até a próxima.
1. Um bom dicionário: o meu é o Houaiss, dicionário eletrônico da língua portuguesa 3.0, mas há outros, como Aurélio ou Michaellis.
2. Dicionário de verbos e regimes, como o de Francisco Fernandes, editora Globo.
3. Dicionário de regência nominal, também do mesmo autor e da mesma editora.
4. Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), que você pode acessar gratuitamente no site:
http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=23.
5. Manual de redação do Estadão, também acessado gratuitamente: http://www.estadao.com.br/manualredacao/.
6. Acessar sites educacionais como: www.brasilescola.com, www.infoescola.com, www.mundoeducacao.com.br, www.mundovestibular.com.br, e tantos outros; sempre é bom você acessar mais de um, pois há certas divergências entre eles quanto a certos assuntos, mantenha-os entre seus favoritos.
7. Acessar sites de conhecimentos gerais como o http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal, sempre são úteis para esclarecer algumas dúvidas que não dizem respeito ao idioma, mas não deixe de usar o bom-senso, pois aqui também há muitas divergências e informações desencontradas e falhas.
8. Um bom dicinário on line multilíngue é este: http://pt.thefreedictionary.com.
9. No mais, lápis, borracha, canetas de várias cores, marcadores de texto de várias cores, clipes, postit, corretor (branquinho), papel de rescunho e, claro, um computador com acesso à internet.
Se esqueci de algo, desculpe-me por isso.
Até a próxima.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
A relevância da redação
Para clarear algumas dúvidas que possam existir a respeito da importância da escrita e da leitura no mundo acadêmico e no profissional, convém dizermos algumas palavras. Em primeiro lugar, vamos analisar três tipos básicos de competências relacionadas ao estudo de Português, as quais são evidentes quando observamos as questões cobradas nos concursos vestibulares e públicos.
Demonstração de aquisição de conhecimento
Exemplos disso são as questões de múltipla escolha, nas quais só é necessário que tenhamos guardado na memória o que foi passado em aula. Essa competência não exige muita criatividade, mas é inegável sua importância para guardar todo o conhecimento adquirido pela humanidade.
Interpretar dados e extrair conclusões neles implícitas
Exemplos são as questões dissertativas, que nos levam a extrairmos os significados implicados no texto em análise, percebermos correlações entre dados; organizarmos conhecimentos, discernindo os que se complementam dos que se opõem etc.
Construir uma forma pessoal de conhecimento
Essa é a competência exclusiva da redação, exige que tenhamos iniciativa para analisarmos uma situação-problema e, eventualmente, desenvolvamos uma resposta cabível e sustentável para ela. Esse tipo de questão requer posse de dados de conhecimento geral, em vários níveis, de reconhecermos relações entre eles e de concatená-los, com algum grau de criatividade intelectual, de pessoalidade, demonstrando ideias próprias a respeito do que é discutido.
Em resumo
Para escrevermos uma boa redação, é necessário:
1. conhecimento da norma culta da língua;
2. conhecimento dos mecanismos de construção do texto;
3. conhecimento dos grandes temas da atualidade.
Da próxima vez, discutiremos os detalhes da construção textual em redações.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
A arte de escrever
Em 1846, Allan Poe escrevreu A filosofia da composição, um texto explicando a técnica construtiva que ele empregou em O corvo, seu poema mais famoso. Segundo ele: "Nada é mais claro do que deverem todas as intrigas, dignas desse nome, ser elaboradas em relação ao epílogo, antes que se tente qualquer coisa com a pena". Só assim podemos desenvolver o enredo dando-lhe o aspecto de consequência ou causalidade, fazendo com que os incidentes e, inclusive, o tom da obra tendam para a conclusão que imaginamos.
Ele aponta para um erro comum na construção de uma ficção: o autor desenvolve uma tese extraída da própria história ou do cotidiano, criando uma cena impressionante, que se torna a base da narrativa. Essa base ele recheia com diálogos, descrições ou comentários, preenchendo todas as lacunas, página a página.
Para Poe, o ideal é ter em mente o efeito que se quer produzir no leitor e, a partir daí, ir-se elaborando os acontecimentos. Desse ponto em diante, ele discorre sobre a mística que existe a respeito do processo criativo, a qual é mantida pelos próprios escritores, vitimados pelo ego. Então, ele começa a desvendar, passo a passo, como ele escreveu sua obra-prima e, de forma clara e direta, ele dá uma lição de criação literária, desenvolvendo a teoria que ele expôs no começo.
Em suma, esse é um texto imprescindível para quem tem o intento de singrar esses mares tão bravios.
E o melhor é que facilmente encontrado na internet.
Ele aponta para um erro comum na construção de uma ficção: o autor desenvolve uma tese extraída da própria história ou do cotidiano, criando uma cena impressionante, que se torna a base da narrativa. Essa base ele recheia com diálogos, descrições ou comentários, preenchendo todas as lacunas, página a página.
Para Poe, o ideal é ter em mente o efeito que se quer produzir no leitor e, a partir daí, ir-se elaborando os acontecimentos. Desse ponto em diante, ele discorre sobre a mística que existe a respeito do processo criativo, a qual é mantida pelos próprios escritores, vitimados pelo ego. Então, ele começa a desvendar, passo a passo, como ele escreveu sua obra-prima e, de forma clara e direta, ele dá uma lição de criação literária, desenvolvendo a teoria que ele expôs no começo.
Em suma, esse é um texto imprescindível para quem tem o intento de singrar esses mares tão bravios.
E o melhor é que facilmente encontrado na internet.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Noves fora, nada.
A cidade é só a cidade, o lugar onde eu moro. Viver não, que viver eu vivo aqui, dentro de mim. O escritório é só um escritório, como outro qualquer, o lugar onde eu trabalho, trabalho que paga minhas contas e que preenche as horas vazias do meu dia. O dia é só mais um dai, mais um dos 11880 dias da minha existência, vida não, que vida não é só isso. Vida é mais que perder tempo calculando quantos dias se passaram desde que eu fui arrancado da caverna escura e úmida de onde eu provim. A janela é só uma tela de vidro com imagens em movimento; movimento, mas nem tanto. O movimento é sempre o mesmo e as pessoas são sempre as mesmas Até o frenesi da cidade, por ser sempre o mesmo, é modorrento. Tudo parece tão igual, dentro e rora do escritório, que o mundo , às vezes, parece parar, ou , pelo menos, andar em marcha lenta. Tudo apenas passa, mas não é capturado por minha mente, Ouço o bate-bate dos carimbos, o risque-risque das canetas, o plaque-plaque, toque-toque dos passos, o zum-zum das falas. Tudo se misturando num borrão indistinto. Todo o tempo o tempo todo se misturando e escorrendo, como tinta fresca jogada contra a janela da minha mente. "tudo que é sólido se desmancha no ar'. Um pássaro levanta voo e passa rente à minha janela. Um pássaro voou ou foi o tempo? As ideias perambulam por minha cabeça, zanzando feito moscas tontas, ricocheteando no para-brisa dos meus olhos; vez por outra, fugindo pelos meus ouvidos. Passo a língua pelo céu da minha boca e estalo os lábios, O tédio tem gosto de café frio, amanhecido. Abro a boca num bocejo desmaiado, desmedido. O relógio tiquetaqueia, puxando mais um minuto da minha existência. Tamborilo os dedos na mesa, num batuque descompassado. Abro os braços, espreguiçando-me preguiçosamente. Essa é toda a agitação do meu dia. Estou aqui apenas para manter o ar em movimento.
Passatempo, o tempo passa... Os papéis se acumulam em minha mesa. Lê, carimba, assina. Esse aqui volta para o lugar de onde veio. Falta uma assinatura. Lê, carimba, assina. Cafezinho. Meu trabalho é muito importante... para uma outra pessoa. Qualquer outro que não eu. Colado ao balcão da copa, olho ao redor. Sobre a minha mesa, deve haver meio hectare de floresta desmatada transformado em papel. O que seria de todos nós se não fosse a burocracia? Sem a burocracia haveria menos papéis para carimbar; menos papéis, menos árvores sendo cortadas; menos árvores cortadas, mais ar para respirarmos. Logo, sem a burocracia, haveria mais ar para respirarmos. Matemática simples.
Não me entendam mal. Eu não odeio a burocracia; afinal, é ela que põe pão na minha mesa. Eu odeio os burocratas, porque - noves fora, nada - são eles que acabam com o ar que eu respiro.
Se não acabam, pelo menos, tornam-no mais poluído.
Passatempo, o tempo passa... Os papéis se acumulam em minha mesa. Lê, carimba, assina. Esse aqui volta para o lugar de onde veio. Falta uma assinatura. Lê, carimba, assina. Cafezinho. Meu trabalho é muito importante... para uma outra pessoa. Qualquer outro que não eu. Colado ao balcão da copa, olho ao redor. Sobre a minha mesa, deve haver meio hectare de floresta desmatada transformado em papel. O que seria de todos nós se não fosse a burocracia? Sem a burocracia haveria menos papéis para carimbar; menos papéis, menos árvores sendo cortadas; menos árvores cortadas, mais ar para respirarmos. Logo, sem a burocracia, haveria mais ar para respirarmos. Matemática simples.
Não me entendam mal. Eu não odeio a burocracia; afinal, é ela que põe pão na minha mesa. Eu odeio os burocratas, porque - noves fora, nada - são eles que acabam com o ar que eu respiro.
Se não acabam, pelo menos, tornam-no mais poluído.
Provisoriamente, cantaremos o nada.
O meu assunto predileto.
Esse que se intromete em todas as conversas,
em toda falta de assunto.
O que se imiscui nos interstícios das mentes desocupadas.
O que preenche as folhas em branco,
as vidas em branco.
O nada está em tudo.
Ele está em cada greta entre as células,
em cada brecha entre os átomos,
em cada fenda entre o tique e o taque do redógio.
Entre a matéria e a antimatéria,
lá está ele.
Ele também, entre a pergunta e a resposta,
entre o ser e o não ser.
Nada é vago.
Nada é à toa.
Nada é simples.
Nada é eterno.
Esse que se intromete em todas as conversas,
em toda falta de assunto.
O que se imiscui nos interstícios das mentes desocupadas.
O que preenche as folhas em branco,
as vidas em branco.
O nada está em tudo.
Ele está em cada greta entre as células,
em cada brecha entre os átomos,
em cada fenda entre o tique e o taque do redógio.
Entre a matéria e a antimatéria,
lá está ele.
Ele também, entre a pergunta e a resposta,
entre o ser e o não ser.
Nada é vago.
Nada é à toa.
Nada é simples.
Nada é eterno.
Eita palavrinha difíci!
Pequenas palavras, rápido, corram pro papel.
Vão logo!
Saiam daí,
que eu tenho que escrever.
Ô, diabo de obrigação a que me impus,
de escrever tantas linhas assim!
E não me vem nada.
Nada sai da cachola.
espremo o coco e não sai nada,
só água insossa e inodora.
Uma sacada inteligente.
Uma tirada sagaz.
Rima rica ou frase feita.
Nada que me apraz.
Só ficam umas letrinhas, aí, sem sentido, murchinhas,
esparramadas pela folha,
como cocozim de mosca.
Ora, bolas, Gato de botas!
Da próxima, escolho natação.
Essas palavras bandidas me deixaram de calças na mão.
Põe uma vírgula aí, bota um acento ali.
Que que é isso que eu escrevi?!
Vá, tome tento!
Escrevê não é coisa pra intelijumento.
Vão logo!
Saiam daí,
que eu tenho que escrever.
Ô, diabo de obrigação a que me impus,
de escrever tantas linhas assim!
E não me vem nada.
Nada sai da cachola.
espremo o coco e não sai nada,
só água insossa e inodora.
Uma sacada inteligente.
Uma tirada sagaz.
Rima rica ou frase feita.
Nada que me apraz.
Só ficam umas letrinhas, aí, sem sentido, murchinhas,
esparramadas pela folha,
como cocozim de mosca.
Ora, bolas, Gato de botas!
Da próxima, escolho natação.
Essas palavras bandidas me deixaram de calças na mão.
Põe uma vírgula aí, bota um acento ali.
Que que é isso que eu escrevi?!
Vá, tome tento!
Escrevê não é coisa pra intelijumento.
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