Vão logo!
Saiam daí,
que eu tenho que escrever.
Ô, diabo de obrigação a que me impus,
de escrever tantas linhas assim!
E não me vem nada.
Nada sai da cachola.
espremo o coco e não sai nada,
só água insossa e inodora.
Uma sacada inteligente.
Uma tirada sagaz.
Rima rica ou frase feita.
Nada que me apraz.
Só ficam umas letrinhas, aí, sem sentido, murchinhas,
esparramadas pela folha,
como cocozim de mosca.
Ora, bolas, Gato de botas!
Da próxima, escolho natação.
Essas palavras bandidas me deixaram de calças na mão.
Põe uma vírgula aí, bota um acento ali.
Que que é isso que eu escrevi?!
Vá, tome tento!
Escrevê não é coisa pra intelijumento.
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